Catálogo Villa Lobos de Música Brasileira


Cauchemar

Antônio Francisco BRAGA



  • Data de estréia: 1895, em Paris
  • Data de composição: 1895, em Paris
  • Duração da execução da obra: 7 minutos
  • Instrumentos presentes na obra: SEM INFORMAÇÕES PRECISAS.

“Tive um sonho, que não há entendimento humano capaz de dizer que sonho foi. Olhos humanos jamais viram, ouvidos humanos jamais ouviram, os sentidos não podem conceber, nem a língua exprimir o que foi que sonhei”. Assim o tecelão Bottom desperta, confuso, em Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare. O trecho, uma vã tentativa de definição do sonho, foi entendido por Francisco Braga como alegoria de um pesadelo enigmático e sem significação. Ele utilizou esse fragmento da fábula como epígrafe do poema sinfônico Cauchemar (pesadelo, em francês) que compôs em Paris, em 1895. Cauchemar é uma obra representativa da primeira fase de Francisco Braga, de pura influência francesa, e coroa o período de cinco anos em que foi discípulo do compositor Jules Massenet.

Órfão, aos sete anos Francisco Braga foi internado no Asilo de Meninos Desvalidos do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu. Integrou a banda de música da instituição como clarinetista e, aos quinze anos, ingressou no Conservatório Imperial de Música. Ficou em segundo lugar no concurso de composição do novo Hino Nacional Brasileiro, em 1890. Ainda assim, recebeu uma das premiações: o financiamento do governo brasileiro para estudar na Europa. Ao final do curso no Conservatório de Paris, o jovem de vinte e sete anos regeu na Galerie des Champs Elysées um programa de obras exclusivamente de compositores brasileiros, estreando então seu Cauchemar. No ano seguinte assistiu à Filarmônica de Dresden na execução de duas de suas obras, Cauchemar e Paysage, no imponente Teatro Gewerbehaus de Dresden, que veio a ser destruído em 1945 pelos ataques aéreos. Na década em que viveu na Europa, Francisco Braga residiu também em Viena, Capri e Bayreuth, cidade cuja devoção ao recém-falecido Richard Wagner provocou nele o surgimento de mais um fervoroso devoto. A ópera Jupyra, concluída em 1899, desenhada em traços wagnerianos, delimita a segunda fase de sua produção. Em 1900, de volta ao Brasil, foi nomeado professor do Instituto Nacional de Música, notabilizando-se por formar toda uma geração de compositores brasileiros. Em 1906 compôs o Hino à Bandeira, com versos de Olavo Bilac, que lhe rendeu grande popularidade e, em 1909, regeu o concerto de inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual estreou Insônia, seu último poema sinfônico.

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Paysage, Prelúdios Sinfônico

Antônio Francisco BRAGA

Em 1890, Braga se classificou entre os 4 primeiros colocados no concurso para o Hino Comemorativo à Bandeira da República. Foi reconpensado com uma bolsa de estudos na Europa. Em Paris, obtém o primeiro lugar de outro concurso, desta vez o de admissão no Conservatório. Braga começa então a se empenhar para continuar a ganhar a sua bolsa do Governo brasileiro.

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