Catálogo Villa Lobos de Música Brasileira


Braga, Antônio Francisco
(1868 - 1945)

Estudou no Asilo dos Meninos Desvalidos e depois no Conservatório Imperial de Música. Aos 19 anos, sua Fantasia Abertura foi interpretada por Carlos de Mesquita nos Concertos Populares. Em 1889 perdeu para Miguez o concurso para o novo Hino da República, mas ganhou bolsa para aperfeiçoar em Paris. Em 1905 escreveu o Hino à Bandeira e em 1912 virou diretor da Orquestra da Sociedade de Consertos Populares, fazendo valioso trabalho de divulgação.

Cauchemar

Antônio Francisco BRAGA

“Tive um sonho, que não há entendimento humano capaz de dizer que sonho foi. Olhos humanos jamais viram, ouvidos humanos jamais ouviram, os sentidos não podem conceber, nem a língua exprimir o que foi que sonhei”. Assim o tecelão Bottom desperta, confuso, em Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare. O trecho, uma vã tentativa de definição do sonho, foi entendido por Francisco Braga como alegoria de um pesadelo enigmático e sem significação. Ele utilizou esse fragmento da fábula como epígrafe do poema sinfônico Cauchemar (pesadelo, em francês) que compôs em Paris, em 1895.

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Episódio Sinfônico

Antônio Francisco BRAGA

A nostalgia da terra natal, elevada às raias da imaginação pela sonhadora Mignon, inspirou, servindo-lhe de epígrafe para a Canção do Exílio, Gonçalves Dias, poeta máximo da primeira fase do Romantismo literário brasileiro. “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”, verso inicial do poema escrito em Portugal, em 1843, introduz a coletânea Primeiros Cantos. Do terceiro grupo de poemas do livro – Hinos – faz parte o poema O Templo, que inspirou e epigrafou o Episódio Sinfônico, a “canção do exílio” do compositor carioca Francisco Braga.

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Paysage, Prelúdios Sinfônico

Antônio Francisco BRAGA

Em 1890, Braga se classificou entre os 4 primeiros colocados no concurso para o Hino Comemorativo à Bandeira da República. Foi reconpensado com uma bolsa de estudos na Europa. Em Paris, obtém o primeiro lugar de outro concurso, desta vez o de admissão no Conservatório. Braga começa então a se empenhar para continuar a ganhar a sua bolsa do Governo brasileiro.

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